Porto Alegre – RS – Um motorista de aplicativo de 39 anos virou o primeiro brasileiro a receber a aplicação da caneta emagrecedora fornecida pelo SUS. Marca o início de um projeto-piloto do governo federal em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição. Guilherme Henrique Streppel Panichi foi o escolhido para a primeira dose do medicamento, que promete ser uma esperança para quem sofre com a obesidade mórbida.
O tratamento como ponte
Ao todo, 250 pessoas que já estavam na fila do SUS para fazer a cirurgia bariátrica foram selecionadas para o estudo. Guilherme, que luta contra o excesso de peso desde a infância, viu no projeto uma oportunidade única, já que o custo do tratamento na rede particular é proibitivo para ele. Os pacientes serão acompanhados durante 24 meses por equipes médicas, que vão avaliar se o uso da medicação pode diminuir a necessidade de cirurgias ou ajudar quem não tem condições clínicas para operar.
Produção nacional e futuro no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve presente na aplicação e destacou que o objetivo é entender como o SUS pode oferecer esse remédio de forma sustentável. O foco principal é evitar o monopólio de empresas estrangeiras e garantir que o Brasil tenha capacidade de produção própria da medicação no futuro. O Rio Grande do Sul foi escolhido para o início desse trabalho justamente por apresentar um dos índices mais altos de obesidade no país, servindo como base para que o governo decida se o tratamento será oferecido em larga escala para a população.
Redação, João Lemes; Fonte: O Sul 🩺
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