Geral – Um artigo do educador Rafael Parente, PhD em Educação pela Universidade de Nova York (NYU), diretor do Instituto Salto, consultor do Instituto Jama e pesquisador de pós-doutorado dedicado às consequências éticas da inteligência artificial na educação, faz um alerta sobre a violência enfrentada por professores nas escolas brasileiras. O texto parte do caso da professora Michele Ramos, de São José dos Campos (SP), que denunciou ter encontrado um caco de vidro colocado por um aluno em seu copo de água durante a aula.
Pesquisa
Segundo Rafael Parente, dados da pesquisa internacional TALIS, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), colocam o Brasil como o pior país entre os sistemas de ensino avaliados quando o assunto é intimidação e abuso verbal contra professores. O levantamento mostra que 47% dos docentes brasileiros afirmam sofrer esse tipo de situação, enquanto a média internacional é de 18%. O estudo também aponta que esses profissionais têm o dobro de chance de abandonar a carreira nos próximos cinco anos.
Plateia silenciosa
O educador afirma que o problema vai além da atitude do aluno. Para ele, o silêncio da turma diante da situação revela uma cultura de naturalização da violência e da omissão. No artigo, compara esse comportamento ao das redes sociais, onde atos de crueldade muitas vezes viram espetáculo. Também critica o fato de casos como esse só ganharem atenção quando viralizam na internet, enquanto milhares de professores sofrem em silêncio.
Reflexão
Na avaliação de Rafael Parente, o país passou anos desvalorizando a figura do professor, seja por ataques à profissão ou por discursos que exaltam o docente sem oferecer melhores condições de trabalho. O artigo encerra com um convite à reflexão sobre a responsabilidade de cada pessoa diante da violência, defendendo que a mudança começa quando alguém decide agir antes que o próximo caso aconteça.
Redação, João Lemes; fonte, GZH e artigo de Rafael Parente.
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