Promotora: O réu precisa ser responsabilizado pelo que chamou de “crime bárbaro”

O episódio não começou naquele domingo. "Susi Quadros já vivia um ciclo de violência e estava sob o domínio do acusado"

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Santiago – RS – O júri do ex-vereador Fábio Franco prossegue nesta segunda-feira (13), em Santiago. O julgamento já dura o dia inteiro e deve ser encerrado no início da noite, quando será anunciada a sentença. Desta vez, apresentamos o argumento da promotora Maura Lelis Guimarães Goulart.

O trauma da vítima

A promotora Maura Lelis Guimarães Goulart afirmou aos jurados que o processo penal não serve apenas para responsabilizar o acusado, mas também para dar uma resposta à vítima. Disse que nada vai reparar o que Susi Quadros passou naquele Dia das Mães. Segundo ela, a vítima ainda demonstra forte abalo emocional. Lembrou que, durante a audiência de instrução e também no júri, Susi Quadros tremia ao falar sobre o caso.

Violência dentro de casa

A promotora destacou que o Brasil convive com uma criminalidade extremamente violenta e que o feminicídio cometido dentro de casa causa um impacto ainda maior. Segundo ela, qualquer mulher pode se colocar no lugar da vítima, porque esse tipo de violência acontece justamente no ambiente onde deveria haver segurança. Também lembrou que homens têm mães, irmãs, esposas e filhas, que igualmente convivem com esse medo.

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Ciclo da violência

A promotora afirmou que o episódio não começou naquele domingo. Segundo ela, Susi Quadros já vivia um ciclo de violência e estava sob o domínio do acusado. Disse que esse tipo de situação costuma crescer aos poucos, até chegar ao momento mais grave, quando a vítima já não consegue sair sozinha da relação. Para a promotora, somente uma intervenção naquele momento evitou uma tragédia.

Testemunhas e responsabilidade

A promotora lembrou que vizinhos ouviram a confusão, mas inicialmente hesitaram em intervir, por acreditarem que seria uma discussão de casal. Disse que essa mentalidade precisa mudar e afirmou que os jurados representam toda a sociedade de Santiago. Segundo ela, o réu precisa ser responsabilizado pelo que chamou de “crime bárbaro”, sem que a acusação peça mais ou menos do que considera justo.

Lesões de defesa

Ao falar dos ferimentos, Maura afirmou que Yasmin tentou proteger a mãe e acabou entrando na confusão. Também citou os cortes sofridos por Susi Quadros nas mãos. Para a promotora, essas lesões são típicas de defesa. Ela questionou os jurados sobre onde os golpes teriam atingido se as mãos da vítima não estivessem na frente para tentar se proteger. Segundo ela, quem trabalha na área criminal reconhece esse tipo de ferimento como característico de uma tentativa de defesa da vítima.

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