Santiago/RS – Uma iniciativa dos alunos dos primeiros anos do Ensino Médio da Escola da URI revelou um dado assustador sobre o comportamento de parte da população. Durante uma atividade prática de campo, os estudantes recolheram 8.606 bitucas de cigarro que estavam jogadas pelas ruas. O volume absurdo de lixo acumulado em poucos pontos, como o entorno da escola e a Praça Moisés Viana, mostra como muitos ainda tratam a cidade como um cinzeiro a céu aberto.
Impacto invisível e perigoso
O descarte irresponsável de bitucas não é apenas falta de educação, é um crime contra o meio ambiente. Cada pedaço de cigarro jogado no chão carrega substâncias tóxicas que contaminam o solo e chegam até a rede de água. Causando um dano que demora décadas para ser corrigido. O projeto, coordenado pela professora Cisnara Pires Amaral, serviu para mostrar aos jovens a realidade nua e crua do desleixo urbano e a importância de cuidar do que é de todos.

Lição de cidadania
Além de limpar o lixo que outros deixaram, os alunos pesquisaram sobre doenças ligadas a pombos. O descarte de medicamentos e visitaram o Centro de Triagem para entender o valor do trabalho dos catadores. A coleta foi um tapa na cara de quem suja a cidade. E um exemplo de civismo dos estudantes, que agora preparam uma revista científica para apresentar os resultados do estudo. A ação prova que, enquanto alguns insistem em poluir. Existe uma nova geração disposta a arregaçar as mangas e ensinar o que é respeito pelo lugar onde vivemos.

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