Santiago – RS – Báh, mas tem coisa que é de cair os butiás do bolso. Uma publicaçãoreclama que cães do bairro Monsenhor Assis teriam sido recolhidos pelo canil e devolvidos mais magros. É uma acusação que precisa ser apurada. Se houve falha, que se esclareça. Mas tem outro lado dessa história que ninguém pode esconder:
Os próprios relatos dizem que os cachorros “às vezes andavam na rua”. Mas desde quando cachorro com dono tem que ficar solto pela rua? Aí o bicho escapa, atravessa na frente de carro, pode provocar acidente, assustar alguém ou atacar uma pessoa. Um vizinho reclama. As autoridades são chamadas. O animal acaba recolhido. Depois aparece o dono indignado porque foi parar no canil. Mas que barbaridade! Queriam o quê? Que o canil fosse hotel cinco estrelas para cachorro que tem dono?
O Canil de Santiago não é depósito para animal de quem não cuida. É um serviço para situações de necessidade. E já trabalha no limite. São animais abandonados, doentes e vítimas de maus-tratos que precisam de atendimento. É ração aos montes. É limpeza. É remédio. É gente trabalhando todos os dias para recuperar bichos que muitas vezes chegam em situação complicada. O NP Expresso já esteve lá e viu esse trabalho de perto.
Agora, se existe denúncia concreta de que algum animal foi maltratado dentro do canil, apresente as provas e cobre explicações. Isso é justo. O que não dá é transformar uma acusação publicada na internet em verdade absoluta e esquecer a responsabilidade de quem mantém cachorro solto na rua.
A conta é simples: cachorro tem dono? Então o dono cuida. Mantém em local adequado e não deixa solto incomodando vizinho e colocando o próprio animal em risco. Porque deixar andar pela rua e depois botar toda a culpa no canil é fácil demais, tchê. Responsabilidade também começa dentro de casa.
Mas vão lavar as virilhas com soda!
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