Itacurubi – RS – Região de Santiago/Passo Fundo – O jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, que morreu nesta terça (21), aos 91 anos, tinha uma relação muito especial com Itacurubi. Ele era um dos antigos proprietários de terras no município, com propriedade no Rincão do Iguariaçá, e vinha frequentemente para a região. Era lindeiro de propriedades ligadas à família Goulart e mantinha profundos vínculos com a comunidade. Essa proximidade era tão grande que recebeu o título de cidadão honorário de Itacurubi. (Era natural da Bahia)
Os laços com a região
Amigo de João Goulart e Leonel Brizola, Carlos Bastos acabou adquirindo terras em Itacurubi justamente pela proximidade e amizade que mantinha com famílias da região. Tornou-se um apaixonado pelo município e nunca perdeu essa ligação, mesmo vivendo boa parte de sua vida profissional em Porto Alegre. Além de cidadão honorário de Itacurubi, também recebeu o mesmo título da Capital e era cidadão emérito de Passo Fundo, sua cidade natal.
A história no jornalismo
Carlos Bastos foi um dos grandes nomes do jornalismo político gaúcho. Começou a carreira em 1955 e trabalhou durante quase sete décadas em jornais, rádios e emissoras de televisão. Passou por veículos como Zero Hora, Rádio e TV Gaúcha, Rádio Guaíba, Jornal do Comércio e outros. Também participou do lançamento do Jornal Nacional, em 1969, e comandou setores de jornalismo e esporte, incluindo o Jornal do Almoço.
A testemunha da história
O jornalista acompanhou alguns dos principais acontecimentos políticos do Brasil. Em 1961, esteve dentro do Palácio Piratini durante a Campanha da Legalidade, liderada por Brizola para garantir a posse de Jango. Bastos integrou a histórica Rádio da Legalidade e conviveu de perto com grandes personagens da política brasileira. Também exerceu funções públicas na comunicação, entre elas a de secretário no governo de Alceu Collares e superintendente de Comunicação Social da Assembleia Legislativa.
O legado
Conhecido entre colegas como “mestre dos mestres”, Carlos Bastos era reconhecido pela memória privilegiada, independência profissional e conhecimento dos bastidores da política. O Sindicato dos Jornalistas e o PDT lamentaram sua morte e destacaram seu papel na história da imprensa, do trabalhismo e da democracia. A causa da morte não foi informada. Ele deixa a esposa, Ana Maria Lopes de Almeida Bastos, quatro filhos e quatro netos.
Fonte: g1 RS, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, PDT-RS e informações locais.
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