Bagé – RS – (Região da Campanha) – O Ministério Público ajuizou uma nova ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Bagé, Divaldo Lara, e outras seis pessoas. A acusação é de que um esquema teria desviado recursos públicos entre 2017 e 2024, durante os dois mandatos do ex-prefeito. O caso é resultado de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal na Operação Coactum.
Cobrança sobre servidores
Segundo a ação, servidores comissionados e ocupantes de funções gratificadas eram pressionados a repassar parte dos salários sob a justificativa de contribuição partidária. Conforme o Ministério Público, os pagamentos seriam exigidos para garantir nomeações, permanência nos cargos ou benefícios funcionais. A investigação também sustenta que parte do dinheiro teria abastecido um caixa paralelo e sido usada para despesas pessoais e familiares do ex-prefeito.
Caso será decidido pela Justiça
O Ministério Público pede a devolução dos valores, a suspensão dos direitos políticos e outras penalidades previstas na Lei de Improbidade Administrativa. Os acusados têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência até decisão definitiva da Justiça.
A nova ação foi apresentada menos de um ano depois de Divaldo Lara ter sido condenado, em primeira instância, em outro processo por improbidade administrativa. Na ocasião, a Justiça determinou a devolução de R$ 200 mil ao município, a suspensão dos direitos políticos por 10 anos e o ressarcimento solidário de mais de R$ 2,1 milhões aos cofres públicos. A decisão ainda cabe recurso.
Redação, João Lemes. Fonte: Ministério Público do RS.
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



