O humorismo brasileiro está em luto pela segunda vez, em menos de uma semana. O escritor Millôr Fernandes, autor de mais de 30 livros, um dos grandes gênios da nossa literatura, morreu aos 87 anos. Ele também era desenhista, dramaturgo, tradutor de obras de Shakespeare e era da mesma safra refinada de inteligência e lucidez de Chico Anysio. Agora, os humoristas que nos restam são do tipo Rafinha Bastos, Danilo Gentili e outras porcarias semelhantes. O corpo do escritor será enterrado nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.
Algumas frases de Millor:
“A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.”
“Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.”
“As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.”
“Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.”
“Chato…Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”
“Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.”
“O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.”
“Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.”
“Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus.”



