Estado – RS – Os participantes exibiam lucros acima dos valores praticados no mercado, enquanto um suposto especialista chamado “professor Miguel” orientava transferências para a plataforma TDASX.
A operação
A Polícia Civil iniciou nesta quinta-feira (13) a Operação Criptoabate contra 18 suspeitos de envolvimento no esquema. As equipes cumprem 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no RS, em Santa Catarina e em São Paulo. Outros oito investigados receberam medidas cautelares.
Conforme a investigação, uma gaúcha transferiu 37 milhões entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. Ela acreditava que investia em criptomoedas e acompanhava pelo aplicativo o suposto crescimento dos rendimentos. Ao tentar retirar o dinheiro, encontrou bloqueios e novas cobranças de taxas e impostos.
O esquema
A polícia afirma que o grupo aplicava uma fraude conhecida como “abate de porcos”, na qual os criminosos conquistam a confiança da vítima durante meses e incentivam depósitos cada vez maiores. Somente no grupo da gaúcha havia cerca de 140 integrantes. Outras vítimas, incluindo uma do Rio de Janeiro, perderam mais de 8 milhões cada uma.
A investigação aponta empresários, operadores financeiros, donos de três instituições financeiras e uma gerente bancária entre os suspeitos. Dois estrangeiros, um chinês e um coreano, teriam atuado no fluxo do dinheiro. Relatórios analisados pela polícia indicaram mais de 30 bilhões em movimentações suspeitas, com valores distribuídos entre contas, empresas e criptoativos para dificultar o rastreamento.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH/Zero Hora)
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