Estado – RS – A Operação Criptoabate cumpre mandados contra suspeitos de uma fraude financeira no RS, em Santa Catarina e em São Paulo. Uma das vítimas é uma aposentada gaúcha que confiou durante meses nas orientações recebidas pela internet.
A confiança
Segundo o advogado Bernardo Campos, a idosa começou fazendo aplicações no mercado tradicional e conseguiu lucro. Depois, os integrantes de um grupo de WhatsApp a convenceram a migrar para uma suposta corretora que prometia rendimentos maiores.
Os primeiros repasses giravam em 100 mil. Depois, passaram para 400 mil e 500 mil, até chegarem a transferências superiores a 2 milhões. Em um único dia, a aposentada fez pelo menos duas operações de 3 milhões. Entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, o valor enviado chegou a cerca de 37 milhões.
A fraude
Um suposto especialista chamado “professor Miguel” apresentava-se como formado em Harvard e orientava as aplicações. Conforme o advogado, perfis falsos e ferramentas de inteligência artificial ajudavam a simular uma comunidade com centenas de investidores satisfeitos.
Quando a idosa tentava retirar valores maiores, o sistema apresentava supostas perdas e impedia o saque. Ela chegou a acreditar que havia escolhido aplicações ruins. Após as operações começarem a perder valor sem explicação, procurou o gerente do banco e um escritório de advocacia.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH/Zero Hora)
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