Porto Alegre – RS – A polícia ainda não aponta autoria no caso de Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos. A investigação trata o episódio como suspeita de maus-tratos seguida de mort3, mas o enquadramento poderá mudar.
A versão dos tios
Samylle chegou sem vida à UPA Bom Jesus, na madrugada de segunda-feira (17). Segundo a delegada Alice Fernandes, a tia e o companheiro dela disseram que a menina começou a convulsionar. Eles também afirmaram que as marcas no corpo seriam antigas e provocadas por uma queda enquanto ela brincava.
A perícia encontrou lesões na cabeça, nas pernas e nos glúteos. A polícia ainda não sabe quando os ferimentos ocorreram nem se possuem relação com a mort3. A tia disse desconhecer alguma doença anterior da criança. Ela já prestou depoimento, enquanto o companheiro não havia sido localizado.
O Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar informou que atendeu a família duas vezes. Em abril de 2025, as crianças foram encaminhadas ao avô materno. Em 8 de julho deste ano, a tia procurou o órgão com Samylle e afirmou que a mãe não cuidava bem da menina, usava drogas e era agressiva com ex-companheiros. Na ocasião, ela recebeu orientação para procurar a Defensoria Pública.
Conforme o Conselho, Samylle já estava sob os cuidados da tia naquele momento. O órgão não sabe como a menina deixou a casa do avô e passou a morar com ela. A polícia também mantém contato com unidades de saúde enquanto aguarda o laudo e ouve outros familiares.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH e Rádio Gaúcha)
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