Guaporé – RS – (Serra Gaúcha) – Segundo a sentença, o esquema misturava água, ureia com formaldeído, soda cáustica, sal e açúcar ao leite. Os produtos aumentavam o volume e escondiam irregularidades nos testes de qualidade, além de reduzirem o valor nutritivo e oferecerem riscos à saúde.
A condenação
A Justiça condenou o réu por três crimes de adulteração de produto alimentício cometidos em ocasiões diferentes. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado. Ele também deverá pagar multa, mas poderá recorrer em liberdade.
O condenado trabalhava em um posto de resfriamento e atuava no recebimento, carregamento e reaproveitamento das cargas. Conforme a decisão, ele participava diretamente da colocação das substâncias. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público na Operação Leite Compen$ado I.
A operação
A investigação começou em 2013. Na primeira fase, oito envolvidos com o transporte e o resfriamento do leite foram presos em Ibirubá, Horizontina, Selbach, Tapera e Guaporé. Uma indústria também foi interditada.
Na época, o grupo investigado movimentava cerca de 100 milhões de litros de leite por ano. A investigação ainda apontou a compra de mais de 100 toneladas de ureia destinadas à fraude. (Redação, João Lemes. Fonte: Agora RS e Ministério Público)
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