Nacional – A reação aos ataques de Renan Santos contra os eleitores de Lula colocou um escritor de autoajuda no centro das atenções do primeiro debate presidencial. Ao defender o respeito às diferenças, ele afirmou que a agressividade sufoca opiniões e prejudica a democracia.
Fora dos dois lados
Augusto Cury, do Avante, rejeita ser classificado como alguém de esquerda ou de direita. Médico psiquiatra e autor de mais de 30 milhões de livros vendidos no país, ele defende um Estado enxuto, apoio ao setor produtivo, direitos humanos, educação de qualidade e proteção às mulheres.
O candidato evitou assumir posição definitiva sobre a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Cury propôs reunir juristas brasileiros e estrangeiros para reavaliar as penas, que considera desproporcionais em alguns casos. Também defendeu mudanças nos presídios e criticou a falta de políticas capazes de reduzir a reincidência.
As propostas
Cury quer criar o cargo de primeiro-ministro, limitar o mandato dos ministros do Supremo e impedir a transmissão ao vivo dos votos da Corte. Ele também se apresenta como uma terceira opção diante de Lula e Flávio Bolsonaro e promete cumprir apenas um mandato.
O candidato aparece com cerca de 3% das intenções de voto no agregador de pesquisas da BBC News Brasil. A estratégia é conquistar eleitores insatisfeitos com a polarização, além daqueles que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas. (Redação, João Lemes. Fonte: BBC News Brasil)
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