Mata – RS – (Região de Santa Maria) – Não há chuva, sol, vento ou frio que detenha um gaúcho quando ele assume um compromisso com a tradição. Foi assim que os cavalarianos conduziram um dos maiores símbolos do Rio Grande por mais de duas semanas, enfrentando estradas, barro e diferentes mudanças no tempo.
A jornada
Em parte do caminho, cavalos, cavaleiros e a Chama Crioula atravessaram de balsa para chegar a Mata. A imagem traduz a coragem dos homens e das mulheres que mantiveram a centelha acesa durante os 312 quilômetros percorridos desde Rio Pardo. Gaúcho é taura e não afrouxa o garrão diante das dificuldades.
A chama foi gerada em 14 de agosto e entregue no dia seguinte às 30 Regiões Tradicionalistas, durante a abertura estadual dos Festejos Farroupilhas. A representação da 10ª RT reuniu cerca de 70 integrantes, entre eles 50 cavaleiros, e passou por 12 municípios antes de concluir a jornada.
A chegada
A comitiva chegou a Mata no domingo (30) e entregou simbolicamente a chama ao prefeito Sandro Savegnago. O município será o guardião do fogo até 7 de setembro, quando as centelhas serão distribuídas às entidades e aos municípios da 10ª Região Tradicionalista.
Cada quilômetro vencido representa respeito aos antepassados e compromisso com as novas gerações. Enquanto houver um cavalariano disposto a encilhar o pingo e ganhar a estrada, a tradição gaúcha seguirá toruna, firme e com a chama acesa.
(Redação, João Lemes. Fontes: 10ª Região Tradicionalista, Rádio Santiago e Prefeitura de Mata)
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