Passo Fundo – RS – (Região Norte) – O município registrou 56 novos casos de HIV entre janeiro e agosto deste ano, número menor que o dos anos anteriores. A queda ajudou a retirar a cidade da lista das 100 maiores taxas de incidência do país.
Diagnóstico tardio
Uma em cada três pessoas descobre a infecção quando o sistema imunológico já está comprometido. O índice de 33% está acima da média do RS, de 23%, e da média nacional, de 27%. Quatro pacientes morreram neste ano em razão do diagnóstico tardio e de complicações provocadas pelo HIV.
A coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado, Angélica Stefanello Facco, reforça que o vírus pode não apresentar sintomas por cinco a 10 anos. Por isso, ela recomenda que o teste faça parte dos check-ups de rotina, sem associação com a ideia de “comportamento de risco”.
Testagem e prevenção
O teste de HIV é gratuito pelo SUS e está disponível nas unidades de saúde e no Serviço de Atendimento Especializado, na Rua Silva Jardim. Também há teste rápido, que pode ser feito em casa.
O SUS oferece ainda a PrEP, usada antes da exposição ao vírus, e a PEP, que precisa ser iniciada em até 72 horas depois da exposição. Cerca de 1,6 mil pessoas vivem com HIV em Passo Fundo. Com o tratamento contínuo, a carga viral pode ficar indetectável e o vírus deixa de ser transmitido por via sexual.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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