Porto Alegre – RS – A decisão do desembargador Jayme Weingartner Neto manteve preso o vereador Giovane Byl, investigado na Operação Cinesia. Segundo o magistrado, há indícios de que o político teria posição de liderança no grupo investigado por supostos desvios de verbas da saúde. A defesa nega as acusações e afirma que Byl é inocente.
Indícios apontados pela Justiça
Ao negar o pedido de habeas corpus, o desembargador afirmou que Byl seria uma “figura central” para o funcionamento do suposto esquema. A decisão também aponta que ele teria usado seus relacionamentos políticos para ajudar na articulação do grupo. O vereador está preso preventivamente desde a última sexta-feira (18).
Suspeita envolve verba da saúde
Segundo o Ministério Público, cerca de 2 milhões em emendas parlamentares destinadas à saúde teriam sido desviados. A investigação aponta que o dinheiro passava por contas ligadas ao Instituto de Estudos e Incentivo a Novas Tecnologias da Saúde, Políticas Sociais e Soluções Ambientais e Digitais (Inovatech RS). Depois, os valores seriam distribuídos para pessoas e empresas ligadas aos investigados.
Defesa nega acusações
A defesa afirma que Byl não é responsável pelos desvios e que as emendas indicadas por ele tinham finalidade pública. Também sustenta que os fatos principais ocorreram entre 2024 e 2025. O desembargador, porém, apontou indícios de que o grupo teria tentado alterar a movimentação financeira em 2026 para aparentar regularidade. A defesa promete recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.
Fonte: GZH e Ministério Público.
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