Santiago – RS – (Região Central) – O vereador e engenheiro civil Haroldo Pouey falou ao NP sobre os efeitos do temporal de granizo. Servidor municipal e ex-secretário de Obras, ele avalia que os reflexos não terminarão com os reparos emergenciais dos próximos dias.
Santiago foi o mais atingido
A dimensão do desastre pode ser percebida pelos primeiros números. Santiago foi o município mais atingido pelo temporal no Estado. O balanço divulgado no domingo apontava milhares de moradores afetados e cerca de mil imóveis danificados.

Corrida por materiais
Haroldo começou sua análise pela corrida por materiais de construção. Segundo ele, já no primeiro dia muitas lojas ficaram sem lonas e materiais usados para reparos de telhados. Ao mesmo tempo, comerciantes começaram a fazer novos pedidos para recompor os estoques.
Profissionais da construção civil
Para o engenheiro, o problema não ficará restrito à disponibilidade de material. O grande número de casas atingidas deve provocar uma procura maior por profissionais da construção civil. “Sem dúvida nenhuma, pelo número de residências atingidas”, haverá dificuldade para que todas as casas sejam atendidas com a rapidez desejada, avaliou. Segundo ele, isso é comum depois de eventos climáticos, mas a proporção do que ocorreu em Santiago deverá ampliar o problema.
O decreto é fundamental
Haroldo também destacou a importância do decreto de situação de emergência. Ele explicou que o município precisa formalizar a situação para que haja o reconhecimento estadual e, posteriormente, a homologação federal. São etapas necessárias para abrir caminho a diferentes formas de auxílio.
Medidas junto à Caixa Federal
Esse reconhecimento também pode ter reflexos para as famílias atingidas. Ele citou, entre as possibilidades, medidas relacionadas à Caixa Federal (FGTS) e eventual acesso a recursos para reconstrução, desde que sejam cumpridas as regras estabelecidas para cada benefício.
Ele ressalta que esse processo não é imediato. “Primeiro vêm os levantamentos, os registros dos danos e o cumprimento das exigências da Defesa Civil. Depois avançam os procedimentos necessários para a liberação das diferentes formas de ajuda”, explicou.
Ajuda estadual e federal
O vereador acredita que a dimensão dos estragos deverá chamar a atenção dos governos estadual e federal. Segundo ele, a quantidade de moradores e imóveis atingidos dá ao episódio uma proporção que dificilmente passará despercebida. A Defesa Civil estadual já havia emitido alerta de alto risco para Santiago na noite de sábado.
Na avaliação do vereador, representantes das defesas civis estadual e nacional deverão acompanhar a situação e verificar pessoalmente os danos. Ele lembra que os governos mantêm estruturas de atendimento emergencial e estoques que podem incluir telhas, alimentos e outros itens destinados às populações atingidas. A distribuição desse auxílio, porém, segue critérios.
Orientação às famílias
Ele orienta as famílias que necessitam de ajuda a procurar os pontos oficiais de atendimento e fazer o cadastramento. Citou a Secretaria de Desenvolvimento Social e a central montada no Ginasião. A Prefeitura também mobilizou os Cras para cadastrar as famílias atingidas.
Primeira da reconstrução
Para ele, Santiago ainda está na primeira etapa de uma reconstrução que deverá levar tempo. Depois da emergência das lonas e dos primeiros reparos virão a reposição dos materiais, a disputa por mão de obra e a recuperação definitiva das residências. (Redação, João Lemes. Fonte: entrevista de Haroldo Pouey)
Locais de atendimento e alinhamento da gestão municipal
Conforme manifestado pelo prefeito e pela secretária de Desenvolvimento Social (Denise) as pessoas que precisam de auxílio devem procurar a sede da Secretaria de Desenvolvimento Social ou a central de atendimentos montada no Ginasião.
Critérios de cadastro e prestação de contas
Para o recebimento de qualquer donativo de origem estadual ou federal — seja material de construção (como telhas de brasilit) ou sacolas de produtos emergenciais —, é obrigatório estar inscrito e qualificado no Cadastro Único (CadÚnico). Esses dados (CPF, RG, endereço e o registro do que ocorreu com a residência) são exigidos nas planilhas de controle para comprovar a correta destinação dos recursos públicos.
Prioridade rigorosa para famílias em vulnerabilidade
O Desenvolvimento Social segue uma linha rígida quanto aos níveis de vulnerabilidade social. O atendimento prioriza quem mais precisa: pessoas em situação de deficiência econômica e lares com crianças ou pessoas com deficiência física. Esse controle garante aos governos municipal, estadual e federal que o benefício chegue a quem de fato necessita, sem concessão de favorecimentos indevidos.
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