Santiago – RS – (Região Central) – O prefeito Marcelo Piru instalou seu gabinete no ginásio de esportes para acompanhar as ações de recuperação do município. Em entrevista à jornalista Sandra, do NP Expresso, ele explicou como será a liberação de recursos, quem receberá as primeiras telhas e quais doações são mais necessárias.
O município decretou situação de emergência no dia seguinte ao temporal. O processo avançou para o governo estadual e agora segue para reconhecimento federal. Equipes da Defesa Civil Nacional também devem vir a Santiago para avaliar os prejuízos e orientar os próximos encaminhamentos.
NP Expresso – O reconhecimento da situação de emergência nos níveis estadual e federal muda o quê em relação aos recursos?
Prefeito Marcelo Piru – O município decretou a situação de emergência ainda no domingo. O processo foi encaminhado ao Estado e agora está chegando ao governo federal. O reconhecimento estadual deve ser publicado no Diário Oficial, assinado pelo governador Eduardo Leite. Também estamos em contato com a Defesa Civil Nacional para acelerar a análise federal.
Duas pessoas da Secretaria Nacional de Defesa Civil devem chegar a Santiago no final da tarde. O secretário nacional de Defesa Civil, Volney Wolff, que nos apoia desde o início, também poderá vir nos próximos dias.
Com o reconhecimento nas duas esferas, fica mais fácil receber apoio e recursos. A prioridade é conseguir telhas para as famílias mais necessitadas. Também precisamos recuperar postos de saúde, escolas, o Hortomercado Municipal e outros prédios públicos danificados. O município poderá receber dinheiro para ajudar essas famílias a cobrir novamente suas casas.
NP Expresso – Já é possível calcular quanto Santiago poderá receber?
Prefeito Marcelo Piru – Ainda é difícil falar em valores. O prejuízo é milionário. Nós organizamos os danos em planilhas e enviamos tudo para análise. A equipe da Defesa Civil Nacional conversará conosco para definir quanto poderá vir da União, o que precisaremos pedir ao Estado e qual será a participação do próprio município.
Estamos trabalhando nessas três frentes: recursos municipais, estaduais e federais. Somente depois da análise teremos uma resposta concreta sobre os valores.
NP Expresso – As primeiras telhas serão entregues somente às famílias inscritas no CadÚnico?
Prefeito Marcelo Piru – Não basta apenas estar no CadÚnico, porque Santiago tem milhares de famílias cadastradas. O primeiro carregamento enviado pelo Estado trouxe mil e poucas telhas, uma quantidade muito abaixo da necessidade do município. Por isso, precisamos estabelecer prioridades.
Serão atendidas primeiro as famílias que, além do CadÚnico, enfrentam maior vulnerabilidade. Entram nesses critérios casas com pessoas acamadas, idosos com mais de 70 anos, pessoas com deficiência e gestantes.
Pedimos calma e compreensão. Todos estão enfrentando dificuldades, mas algumas famílias vivem situações ainda mais delicadas. Depois, conforme a chegada de novas telhas, o atendimento avançará pelos critérios de renda e vulnerabilidade. Tudo será feito da forma mais transparente possível.
NP Expresso – Quanto já chegou em doações e o que a população pode entregar?
Prefeito Marcelo Piru – O Pix do Fundo Municipal da Defesa Civil tinha arrecadado perto de 18 mil até a última atualização. Os donativos estão sendo recebidos no CTG Coxilha de Ronda.
Neste momento, precisamos principalmente de colchões, roupa de cama, alimentos não perecíveis, telhas e lonas. Roupas não são a prioridade, porque geralmente são os itens mais doados. O mais urgente é cobrir as casas, garantir um colchão adequado, roupa de cama e alimento para as famílias.
Quem puder ajudar com donativos deve procurar o CTG Coxilha de Ronda. A chave Pix do Fundo Municipal da Defesa Civil está publicada nas redes sociais da prefeitura. (Redação, João Lemes. Fonte: entrevista do NP Expresso com o prefeito Marcelo Piru)
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