Santiago – RS – O infarto pode parecer um acontecimento repentino, mas, em muitos casos, é resultado de um processo silencioso que se desenvolve durante anos ou até décadas. Nesse período, placas formadas por gordura, colesterol e outras substâncias vão se acumulando nas paredes das artérias sem necessariamente provocar sintomas.
Esse processo é chamado de aterosclerose e está diretamente relacionado ao risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
A doença provoca alterações progressivas nas artérias. Com o passar do tempo, determinadas placas podem se romper, favorecendo a formação de coágulos e a obstrução do fluxo sanguíneo. Um dos desafios é justamente o fato de a aterosclerose poder evoluir silenciosamente.
Entre os principais fatores associados ao seu desenvolvimento estão colesterol LDL elevado, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade abdominal.
É possível detectar antes dos sintomas
A cardiologia preventiva dispõe atualmente de exames capazes de auxiliar na identificação da chamada aterosclerose subclínica, quando a doença já está presente, mas ainda não provocou manifestações clínicas.
Um deles é o Escore de Cálcio Coronário (CAC), exame que mede a quantidade de cálcio presente nas artérias coronárias. O resultado pode contribuir para uma avaliação mais individualizada do risco cardiovascular e ajudar o cardiologista na definição das estratégias de prevenção.
A investigação também pode envolver exames laboratoriais. Entre os marcadores utilizados em situações específicas estão a apolipoproteína B (ApoB), relacionada ao número de partículas aterogênicas circulantes, e a PCR ultrassensível, marcador de inflamação que pode complementar a avaliação do risco cardiovascular.
A indicação desses exames, no entanto, deve considerar idade, histórico clínico, fatores de risco e avaliação médica individualizada.
“O objetivo da cardiologia preventiva não é tratar o infarto, é evitá-lo. E, para isso, precisamos identificar o risco antes que ele se torne evento”, destaca o Dr. Juliano Pavanatto, cardiologista da Clínica Endocárdio.
Pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular, diabetes, hipertensão, alterações do colesterol ou outros fatores de risco devem conversar com o médico sobre a necessidade de uma avaliação preventiva, mesmo quando não apresentam sintomas.
A Clínica Endocárdio, em Santiago, realiza acompanhamento nas áreas de Cardiologia e Endocrinologia, incluindo avaliação cardiovascular voltada à prevenção e ao acompanhamento dos pacientes.
Clínica Endocárdio | Cardiologia e Endocrinologia | Santiago – RS
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