Santiago – RS – (Região Central) – As contas eleitorais mostram que veio dinheiro nas campanhas de candidatos identificados com Santiago. Ainda assim, as urnas não seguiram uma conta proporcional: quem recebeu mais não fez necessariamente mais votos.
Cátia Belmonte, do PSD, liderou entre as candidaturas locais, com 526.700 declarados e 9.671 votos. Depois aparecem Julio Ruivo, do PP, com 364.500 e 21.495 votos; Marcelo Brum, do Podemos, com 266.096,19 e 5.255 votos; Magdiel Bissaco, do PL, com 215.200 e 8.779 votos; Gauchinha dos Pampas, do PL, com 100 mil e 438 votos; e Diniz Cogo, do MDB, com 60.050 e 2.004 votos.
A proporção que não fecha
Magdiel Bissaco é um exemplo claro. Mesmo com menos recursos declarados que Marcelo Brum, recebeu mais votos. Por outro lado, Gauchinha dos Pampas teve 100 mil em campanha e não chegou a 500 votos. Diniz Cogo, com menos dinheiro que todos, fez mais de 2 mil votos.
O dinheiro abre portas, garante material, equipe, viagens, publicidade e presença nas comunidades, mas não entrega voto sozinho.
Quando os valores são menores, uma diferença de algumas dezenas ou centenas de milhares também nem sempre define a eleição. A base eleitoral, a ligação com lideranças, a história do candidato e o trabalho feito antes da campanha continuam pesando muito na decisão do eleitor.
O problema aumenta quando se olha para quem já ocupa mandato. Um deputado federal que recebe milhões, tem estrutura pronta, assessores, visibilidade e bases espalhadas pelo Estado começa a disputa muito à frente. Perder uma eleição nessas condições mostra que a campanha falhou em algum ponto importante.
O sistema partidário permite que as direções concentrem recursos nos nomes que consideram prioritários. É uma escolha legal, mas que fortalece quem já está no poder e dificulta a chegada de candidatos novos. A disputa, assim, fica desigual antes mesmo de a propaganda começar.
Cherini e cia, mais de 3 milhões
Na prestação de contas atualizada no TSE, Giovani Cherini, PL, declarou 3.211.000 em receitas, dos quais 3.170.000 vieram da direção nacional do PL. Pedro Westphalen, PP, declarou 2.915.525,20, com 2.616.555,20 repassados pela direção nacional do PP.
Osmar Terra, PL, declarou 3.379.700, sendo 3.170.000 recebidos da direção nacional do PL. São valores que ajudam a explicar por que é tão difícil derrotar quem já chega à eleição com uma campanha milionária. (Editorial, NP Expresso. Fonte: TSE)
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