Porto Alegre – RS – Pedidos de dinheiro a passageiros e trabalhadores, além de roubos e tentativas de levar mercadorias, preocupam lojistas do terminal. As reclamações ocorrem enquanto a Unnisat confirma que mantém apenas um profissional durante o dia e outro à noite. Segundo a empresa, a equipe já contou com seis no turno diurno e quatro no noturno.
As reclamações
O encarregado do restaurante Passarinho, Leandro de Sousa Alves, afirma que houve uma tentativa de roubo no estabelecimento duas semanas antes da entrevista à GZH. Ele ressalta que episódios de violência são raros, mas considera insuficiente um único vigia para toda a rodoviária. O comerciante Marcelo Patrício também aponta aumento das abordagens nos últimos dias e diz que já ocorreram roubos e tentativas de levar produtos.
O vice-presidente da Associação dos Empresários da Estação Rodoviária, Diogo Bombassaro, afirma que os problemas atingem também o entorno. Ele cita roubos de fios e de hidrômetro, além das abordagens a quem circula pelo terminal.
O impasse nos pagamentos
A Unnisat atribui a redução da equipe à falta de repasses do Condomínio Estação Rodoviária Central, administrado pela Veppo. A administradora informa que suspendeu as parcelas de 25 de setembro e de 5 de outubro porque a prestadora não entregou todos os documentos exigidos no contrato, incluindo comprovantes de pagamento dos funcionários. O condomínio solicitou reforço à Guarda Municipal e à Brigada.
Segundo o coronel Costa Limeira, a Brigada mantém um posto fixo na rodoviária, ocupado na maior parte do tempo, além de patrulhamento com bicicletas. Ele afirma que os registros consultados não mostram aumento de assaltos ou roubos. A corporação orienta que situações de risco sejam comunicadas pelo 190. A Guarda Municipal informou que realiza abordagens diariamente na região.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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