Itacurubi – RS – (Região de Santiago) – A pequena cidade foi surpreendida, na noite do dia 17, pelo fogo que destruiu uma casa no bairro Preto. Antes das chamas, houve uma ocorrência de violência doméstica. Depois, vieram as prisões: a Brigada informou que três suspeitos foram autuados em flagrante por incêndio doloso. A mãe e as crianças estão a salvo. Agora, é preciso esclarecer a participação de cada envolvido e ajudar quem perdeu praticamente tudo.
Como começou o episódio?
Segundo as informações reunidas pelo NP Expresso, a moradora foi agredida pelo companheiro e levada a Santiago para registrar uma ocorrência no contexto da Lei Maria da Penha. O motivo da discussão não foi esclarecido. Conforme o comunicado do 45º BPM, ela já havia recebido atendimento por lesão corporal quando soube que a casa tinha sido incendiada.
O companheiro colocou fogo na casa?
Essa é uma das questões que precisam ser esclarecidas. Há um relato de que ele teria ameaçado incendiar a moradia. O companheiro, descrito como muito jovem, está entre os três suspeitos presos.



O que a Brigada confirmou?
A equipe foi até a casa, constatou o incêndio e fez buscas. Segundo a Comunicação Social do 45º BPM, os policiais localizaram três suspeitos e os encaminharam à delegacia, onde houve a autuação em flagrante por incêndio doloso, isto é, provocado de propósito. Além do atual companheiro da moradora, as outras pessoas detidas: a mãe dele e seu companheiro.
O comunicado não detalha o que cada um teria feito. A investigação deverá esclarecer essas responsabilidades.
Quantas crianças estavam na casa?
As informações repassadas à reportagem apontam seis crianças: quatro filhos da moradora e dois sobrinhos. Os filhos são dela com um ex-companheiro; nenhum é filho do atual companheiro. Todos foram socorridos e estão bem. Não houve feridos no incêndio.
Quem atendeu antes dos Bombeiros?
A Defesa Civil fez os primeiros atendimentos, desligou a energia e isolou a área até a chegada dos Bombeiros de Santiago. Moradores se aproximavam querendo ajudar, mas era necessário controlar o acesso para evitar que alguém também acabasse ferido. A vontade de ajudar merece reconhecimento, mas entrar numa casa em chamas exige preparo e proteção. Naquele momento, todos já estavam a salvo.
Foi possível salvar a casa?
Muito pouco. Quando os Bombeiros chegaram, as chamas já haviam tomado praticamente toda a moradia. O trabalho conseguiu impedir que o fogo avançasse para as casas vizinhas. A casa era alugada, e o proprietário já foi informado.
Onde está a família?
A mãe e os quatro filhos estão abrigados na casa da avó das crianças. A Assistência Social do município já fez uma visita e está prestando apoio. Também será avaliada uma alternativa de moradia por meio do aluguel social. Os dois sobrinhos igualmente estão bem, conforme as informações recebidas pela reportagem.
Os três continuarão presos? Haverá medida protetiva?
Ainda não temos essas respostas. A autuação em flagrante foi informada pela Brigada, mas não recebemos confirmação sobre decisões posteriores da Justiça nem sobre uma eventual medida protetiva. O NP Expresso acompanhará a investigação e os próximos encaminhamentos para trazer essas informações em outra reportagem.
Como ajudar?
Quem quiser apoiar a família pode procurar a Defesa Civil de Itacurubi pelo telefone (55) 99674-9921 e combinar a ajuda necessária. A apuração precisa seguir com rigor, sem antecipar culpa. O amparo à mãe e às crianças, porém, não pode esperar: elas precisam de acolhimento e de condições para recomeçar. (Redação, João Lemes. Fonte: Defesa Civil de Itacurubi, moradores e Comunicação Social do 45º BPM)

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