Considerando 30 toneladas por dia de coleta, a 0,74 reais por quilo, o gasto chega a R$ 22.200 por dia. Em um mês com 24, 26 dias de coleta e chega-se a quase 7 milhões.
Santiago – RS – ( João Lemes) Cada um produz, em média, 600 gramas de lixo por dia; 4,2 quilos por semana, 18 quilos em um mês de 30 dias e 219 quilos por ano. Isso representa alguns milhões gastos com lixo todos os anos.
O cálculo considera as 30 toneladas diárias informadas e uma população de 50 mil habitantes. É uma média por morador, que também inclui os resíduos gerados pelas demais atividades da cidade.
Todos os dias, uma carreta parte levando o nosso lixo para um aterro em Santa Maria. Como a destinação é cobrada por peso, cada material reciclável colocado no descarte comum aumenta uma despesa que poderia ser reduzida. Aquilo que vai embora também pode representar renda perdida para quem trabalha com a reciclagem.
O trabalho que merece reconhecimento
O NP Expresso esteve na usina de reciclagem e triagem do Recanto dos Viana e ficou impressionado com a organização. Quem lembra dos sérios problemas que Santiago enfrentava com o lixo percebe o avanço. Ainda há dificuldades, mas o trabalho merece reconhecimento e continuidade. Os recicladores transformam o descarte em sustento para suas famílias, e a separação dentro de casa facilita esse aproveitamento. Iniciativas como o Pilha Verde e o Pilha Azul ajudam a envolver a população.
O aterro exige mais que um terreno
É natural perguntar por que Santiago não mantém um aterro próprio. A resposta envolve investimento, exigências ambientais e condições para operar e acompanhar o serviço. Não basta escolher um terreno. A proposta de uma solução por meio de um consórcio de municípios da região ainda está no papel. Enquanto isso, o transporte e a destinação seguem na conta.
A responsabilidade começa em casa
Os 600 gramas de cada dia parecem pouco, mas chegam a 219 quilos por morador ao longo de um ano. Por isso, a participação de cada família faz diferença. A prefeitura precisa manter a organização e dar condições ao serviço; os moradores precisam separar os materiais. Quanto mais conseguirmos aproveitar, menos peso seguirá para o aterro e mais oportunidades chegarão aos recicladores.
A conta do lixo
Considerando 30 toneladas por dia de coleta, a 0,74 por quilo, o gasto chega a 22.200 por dia. Em um mês com 24, 26 dias de coleta e chega-se a quase 7 milhões. Datas especiais e catástrofes climáticas podem aumentar o volume e elevar essa conta, mas o acréscimo depende da quantidade recolhida.
A separação dos recicláveis reduz o peso enviado ao aterro e gera renda para os recicladores. Só com os projetos Pila Azul e Pila Verde já são várias toneladas a menos na estrada todos os dias.

Esteira para os recicladores


(Redação, João Lemes)
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