Tucuruí – PA – O dinheiro será destinado a um fundo voltado a projetos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A decisão do Tribunal de Justiça do Pará envolve Washington Almeida, da Assembleia de Deus, por declarações feitas durante uma pregação em julho de 2024.
A declaração e a retratação
Durante o evento pelos 90 anos da igreja, o pastor associou o nascimento de crianças autistas à atuação do diabo em famílias que, segundo ele, não teriam proteção espiritual. Após a repercussão, pediu desculpas e classificou a fala como uma “infeliz colocação”. A Assembleia de Deus em Tucuruí também repudiou as declarações e afirmou que elas contrariavam sua doutrina.
Segundo o advogado Ezequiel Silveira, o pastor retirou o conteúdo das redes sociais, fez uma retratação pública e realizou um curso sobre autismo. A defesa afirma que essas medidas foram reconhecidas pelo tribunal e consideradas na definição de um valor inferior ao solicitado pelo Ministério Público.
A posição da defesa
O advogado considera a indenização excessiva, mas informou que ainda avalia a apresentação de novos recursos. Segundo ele, os efeitos do processo na saúde e na vida pessoal do pastor pesam na possibilidade de encerrar a disputa judicial.
(Redação, João Lemes. Fonte: O Globo)
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