Nacional – Com 48,23% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) cresceu apenas 1,2 ponto percentual na etapa decisiva, apesar dos apoios de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O senador recebeu 59,7 milhões de votos, mas não conseguiu impedir a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o cientista político Carlos Borenstein, da Arko Advice, Flávio herdou tanto o eleitorado fiel do pai quanto a resistência ao bolsonarismo. Para Leandro Gabiati, da Dominium Consultoria, parte dos eleitores de centro rejeitava a possibilidade de um novo governo da família, pela lembrança dos conflitos políticos.
A reação da campanha petista
A análise publicada pela GZH aponta que a mobilização da esquerda nas ruas e nas redes ganhou força enquanto aliados de Flávio já negociavam cargos em um possível governo. As promessas de cortes nos gastos públicos também viraram alvo da campanha adversária. Na avaliação de Gabiati, faltou esclarecer quem seria afetado pelas reduções.
Após a derrota, Flávio anunciou que pretende pedir a anulação da eleição por causa da prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin. A declaração representa a posição do candidato e não uma decisão da Justiça sobre a validade do resultado. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH — Marcelo Gonzatto)

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