Santa Catarina – SC – Medidas protetivas e até o acionamento de um botão do pânico fazem parte das circunstâncias dos crimes registrados entre 20 e 24 de outubro. As vítimas são Luciana Menta, Franciele Aparecida de Lima, Daiana Gisele Müller e Marlei Nunes, em municípios do Oeste, Meio-Oeste e Sul catarinense.
A professora Luciana Menta foi encontrada morta em uma área de mata no interior de Faxinal dos Guedes, no dia 22. Segundo a polícia, o suspeito, que mantinha um relacionamento com ela, admitiu tê-la asfixiado durante uma discussão e indicou onde havia abandonado o corpo. Ele foi preso por feminicídio e ocultação de cadáver.
As medidas protetivas
Em Ipira, Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi encontrada morta com marcas de facadas no dia 20. Ela tinha medida protetiva contra o ex-companheiro e chegou a acionar o botão do pânico. Os policiais encontraram a casa arrombada e localizaram o corpo nas proximidades. O suspeito se apresentou à Polícia Militar e confessou o crime.
Em Vargem, Franciele Aparecida de Lima, de 34 anos, foi morta a tiros diante dos filhos em 24 de outubro. Conforme a investigação, o ex-companheiro teria tentado obrigá-la a retirar medidas protetivas concedidas à filha adolescente contra ele. O suspeito foi encontrado sem vida no dia 27. Já em Cocal do Sul, Marlei Nunes foi baleada no dia 23 enquanto segurava o neto bebê e faleceu no hospital. O marido é o principal suspeito e era procurado.
Os pedidos de proteção
Segundo dados do Tribunal de Justiça citados pela reportagem, SC registrou 31.655 solicitações de medidas protetivas em 2025 e outras 25.665 entre janeiro e setembro de 2026. Os números são de pedidos apresentados, não necessariamente de medidas concedidas.
(Redação, João Lemes. Fonte: Oeste Mais/RD Foco)
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