Nacional – A necessidade de acomodar partidos de centro e lideranças de outros estados deve limitar a participação do RS no quarto mandato de Lula. Segundo levantamento de GZH, as negociações ainda não começaram, e nenhuma escolha está confirmada. Nos bastidores, Paulo Pimenta e Edegar Pretto aparecem como os principais nomes gaúchos para integrar a equipe.
As chances de Pimenta
Deputado federal e atual líder do governo na Câmara, Pimenta ficou em quarto lugar na disputa pelo Senado e estará sem mandato em 2027. A proximidade com Lula lhe daria uma leve vantagem, conforme aliados ouvidos pela reportagem. Ele é cotado para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação com o Congresso, ou para uma pasta ligada a investimentos. Pesam contra ele as críticas internas à passagem pela Comunicação e a baixa votação de Lula em municípios atendidos com recursos da reconstrução.
O espaço de Edegar
Ex-presidente da Conab, Edegar é lembrado para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Aliados avaliam que ele ganhou crédito com Lula ao abrir mão da candidatura ao governo do RS e aceitar ser vice de Juliana Brizola (PDT). Caso não seja ministro, poderá retornar à Conab. A avaliação de bastidores é de que, entre ele e Pimenta, apenas um chegará ao ministério.
Os outros nomes
Márcio Tavares dos Santos, secretário-executivo do Ministério da Cultura, pode permanecer no cargo ou assumir a chefia de gabinete da Presidência. Já Manuela d’Ávila (PSOL), terceira colocada na eleição ao Senado, tende a ficar fora do governo e concentrar seus planos nas disputas de 2028 e 2030. O PSOL ainda não decidiu se indicará nomes. Juliana Brizola é mencionada para o segundo escalão, mas uma eventual escolha depende das articulações do PDT.
A disputa pelas vagas
Além dos gaúchos, Lula terá de avaliar aliados de outros estados que ficarão sem mandato e reservar espaço para partidos necessários à sustentação do governo no Congresso. Segundo GZH, essa combinação reduz as possibilidades de uma presença maior do RS na equipe. O cenário contrasta com o início do primeiro mandato de Lula, em 2003, quando cinco lideranças do PT gaúcho ocuparam cargos no primeiro escalão.


(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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