Estados Unidos – A partir de janeiro, o governo terá de negociar com a oposição para aprovar projetos e definir o orçamento federal. O resultado das urnas de 3 de novembro também abre espaço para investigações parlamentares sobre a gestão do presidente Donald Trump e seus aliados.
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, apontou o combate ao custo de vida como prioridade. Ele defende a reversão dos cortes no Medicaid, programa de assistência à saúde para americanos de baixa renda, e das tarifas impostas sem aprovação do Congresso. Também quer atuar pelo fim da guerra contra o Irã, à qual atribui a alta dos combustíveis.
As investigações
Com o comando das comissões, os democratas poderão convocar autoridades e exigir documentos para apurar suspeitas de irregularidades. Um eventual processo de impeachment, porém, dependeria de apoio mais amplo: a destituição de um presidente exige dois terços dos votos no Senado. A nova maioria também poderá dificultar a aprovação de indicados por Trump para cargos do governo e para a Justiça federal.
O poder do presidente
Trump continuará com instrumentos para reagir. Ele poderá vetar projetos aprovados pelo Congresso, e a derrubada de um veto exige dois terços dos votos em cada uma das duas casas. O presidente também mantém atribuições próprias do Executivo e pode continuar recorrendo a decretos, dentro dos limites legais.
Trocando em miúdos
A eleição não tira Trump da Presidência, mas reduz sua liberdade para governar com apoio do Legislativo. Os democratas ganham força para barrar propostas, fiscalizar o governo e negociar recursos. Isso não significa que conseguirão aprovar toda a própria agenda: a resistência presidencial pode prolongar disputas e travar decisões.
A reação de Obama
O ex-presidente Barack Obama afirmou que o resultado representa uma rejeição à política divisiva de Trump. Em uma publicação nas redes sociais, disse que os americanos querem líderes capazes de unir a população e apresentar soluções concretas para os problemas do país.
As vitórias democratas
Obama também destacou os resultados em estados historicamente republicanos, como o Texas. Na avaliação do ex-presidente, essas conquistas reforçam a mensagem de mudança enviada pelos eleitores.
(Redação, João Lemes. Fontes: GZH/AFP)
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