Itacurubi – RS – (Região de Santiago) – Antônia Bueno Flores, de 64 anos, foi morta na tarde de segunda, dia 2, no assentamento Conquista da Luta. Segundo a investigação, o companheiro, Luiz Alvarenga Rodrigues, de 66 anos, teria disparado três vezes contra ela e depois atentado contra si. Os dois foram encontrados sem vida. O feminicídio chocou a pequena cidade e a comunidade onde ele morava há 20 anos.


A equipe do NP Expresso esteve no assentamento, conversou com moradores, amigos e vizinhos e visitou a casa. Uma informação ajuda a reconstituir as últimas horas de dona Antônia: ela havia preparado a mala para ir embora.
O NP Expresso conversou com a Gabrielle, que mora no Mato Grosso e veio para os atos fúnebres, sem reencontrar a avó viva. Segundo ela, dona Antônia era natural da região de São Luiz e Santo Antônio das Missões, onde foi sepultada junto ao pai. Tinha a mãe e irmãos vivos e deixou dois filhos, cinco netos e dois bisnetos. Os filhos nasceram do primeiro casamento, com o marido que também já faleceu. Depois, dona Antônia teve um relacionamento com seu Dudu, que continua no assentamento.




Familiares no Mato Grosso:
A neta notou uma mudança em dona Antônia
Gabrielle contou que a avó havia retomado o contato com familiares e viajado ao Mato Grosso para reencontrá-los. Nas visitas, percebeu uma mudança: dona Antônia parecia mais triste, diferente da mulher alegre, batalhadora e dedicada à família que conhecia. A neta não mencionou relatos de ameaças e levantou a possibilidade de dificuldades no relacionamento, embora a avó não falasse sobre isso. É uma percepção de Gabrielle, que recorda dona Antônia como uma guerreira dedicada aos familiares. “Ela era única; uma mulher de luz na vida de todos ao seu redor”

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