Polícia Civil pode parar

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Nota da Polícia Civil sobre parcelamento
 dos salários dos servidores
Foto: Blog Rafael Nemitz
Os Policiais Civis de Santiago reuniram-se nesta segunda na sede da APOCISA (Associação dos Policiais Civis de Santiago) e por grande maioria decidiram pelo indicativo de greve tendo em vista o vexatório e discriminatório parcelamento de salários adotado pela política de austeridade do Governo do Estado.
Para o pagamento dos salários dos servidores do Poder Executivo referente ao mês de março o governo de José Ivo Sartori determinou o parcelamento em nove vezes, em flagrante violação ao art. 35 da Constituição Estadual e em descumprimento a reiteradas decisões judiciais.
Essa categoria de servidores, em especial os das classes da segurança pública em que a Polícia Civil é o principal esteio, essenciais ao funcionamento do estado democrático de direito, não pode e não deve arcar com a culpa pelas más administrações que se sobreporam nas últimas décadas à testa do Rio Grande do Sul.

A perversa política aplicada pelo atual governo para fazer frente a essa alegada crise não pode atingir aqueles que dão segurança e a vida pelo povo gaúcho, verdadeiro descaso e falta de respeito para com o policial, falta de respeito com seus filhos e com seus familiares.

A categoria clama pela interrupção do desmonte na segurança pública como o corte de custeio, de diárias e horas extras que prejudicam a fruição da investigação policial, além da retomada das promoções nas carreiras dos servidores estagnadas há mais de um ano.

Felizmente Santiago anda na contramão dessa estória, enquanto que em todo o Rio Grande medidas contingenciais e cortes de despesas impedem o avanço, aqui o crescimento em segurança pública é latente, agora com a recente cedência do prédio antigo do Foro para a Polícia Civil certamente melhorará os índices de investigação criminal que hoje dão inveja a países de primeiro mundo, contudo os servidores estão cansados da absoluta falta de valorização e estão dispostos a cruzar os braços.
O indicativo de greve define que, no mínimo, se continuarem violações aos direitos dos policiais civis como o congelamento das promoções e novos parcelamentos de salários que podem ocasionar o acúmulo de duas folhas de pagamento já no mês de junho a categoria imediatamente deflagrará uma das maiores greves já vistas na área da segurança pública da história do Estado do Rio Grande do Sul.

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