Parem, parem. Tá tudo errado, tchê!

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(por João Lemes)

Sindicato rural deu as caras

O Sindicato Rural deu as caras. Seu presidente resolveu ir à câmara explicar o prejuízo dos agricultores com a seca. O engraçado é que eles pedem tanta clemência do governo, mas não são capazes de anistiar a dura contribuição sindical que tiram do lombo dos produtores. Aliás, bem disse o próprio presidente do Tribunal do Trabalho: “O negócio mais lucrativo hoje no Brasil são os sindicatos”.
Irrigação da irritação

É engraçado que agora o assunto da irritação seja o da irrigação. Como é que vamos tolerar um governo que faz projetos e outro que desmanche? Yeda criou um, o Tarso disse que não dá. Mas cadê os técnicos do Estado? Lá não estão os melhores engenheiros?
Falta de médico…

Vira e mexe e sempre tem um político dizendo que não tem médico na cidade que a saúde está abandonada etc. Mas não sabem que os médicos são deuses e que trabalham como querem e pelo que querem? E tem mais: os bons estão com seus consultórios cheios e não têm agenda nem para os que pagarem no ato 100 ou 200 reais.
  
Médico fazendeiro

Já outros, como já estão de algibeira cheia, se agacham a criar boi a fuzéu. Quem me cita um médico que não cria boi em Santiago? Escapam muito poucos, né, dr. Décio? E não condeno os médicos por isso, pois são livres. Mas então, não me venham dizer que é possível colocar médico durante 24 horas em todos os lugares porque não é verdade.
A solução chegou

Mas que ninguém se preocupe com essa crítica, já que antes de outubro, as soluções para a falta de médico irão aparecer como que por encanto em todas as cidades. É sempre assim, nessa época, todos resolvem tudo. Depois, o povo que se lasque.
Perdemos um milhão. Viva!

Hoje o vereador Diniz parecia contente ao dizer que “parece” que uma notícia viria para “pasmar” Santiago, que perderia mais de um milhão (federal) destinados a uma unidade de pronto atendimento de saúde (Upa). Palavras dele: “Não tenho bem certeza, mas parece que Santiago perdeu essa verba. Pasmem, senhores”, disse ele, faceiro.
Meio turno, meio voto

Diniz também disse que esse meio turno na prefeitura é para sobrar tempo para os CCs fazerem campanha. Outros vereadores também falaram que, enquanto uns torram o lombo no sol, os de gabinete vão pra casa. Diniz ainda apimentou mais: “O horário é até as 14, mas duvido que não parem para almoçar para voltar depois. Isso se voltarem”. (Esse tema vou abordar no primeiro debate que tiver).
Bem feito para o Ruivo!

Quantas vezes o Expresso alertou que essa história de turno único não economiza nada. E sei que o prefeito Ruivo é contra, mas cedeu perante à pressão dos servidores. Mas que regalia é essa? Cadê o pulso firme? Numa empresa, o patrão determina o horário, e na prefeitura ninguém pode mexer com isso?  Por quê? São todos de açúcar?
Cadê a coragem?

Está na hora de surgir alguém na política que faça o certo, que pense para todos, que não pense para o servidor (com medo de perder votos). Perde-se o de servidor (caso ele seja vagabundo) e ganha-se o da maioria. É assim que funciona, Ruivo.
Vereadores puxa-saco?

E para os vereadores que dizem asneiras, agora dando contra a esse horário de meio dia (metade do dia), aqui vai uma: antes ninguém via nada, viram agora que uma campanha se aproxima. E quando vai um sindicalista chorar mágoas na câmara ou pedir voto em projeto, todos dão razão, e blá, blá… Ninguém tem coragem de dizer não aos sindicalistas. Agora acusam Ruivo de ser fracote.
Metendo os ferros

Quanto ao vereador Bianchini (o D’ferro), que sentou a pua em Ruivo mais uma vez, dizendo que tudo está errado, que não há projetos etc., tem razão num montão de coisas, mas perdeu toda ela ao dizer que em outubro isso tem que mudar. Ou seja, tá em campanha na tribuna do povo, em horário pago com dinheiro do povo querendo dar exemplo ao povo. Que coisa absurda.
Está tudo errado, tchê!

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