A morte de José Francisco Fávero (52 anos, foto) por AVC movimentou o setor judiciário e policial. O doente precisava ser levado a Cruz Alta (onde havia leito especializado) mas a ambulância da prefeitura de Santiago não estava pronta, atrasando a viagem, assim como a vaga que só foi conseguida no sábado às 11h, um dia depois de a família ter entrado na Justiça. Quando finalmente chegou a Cruz Alta, Fávero morreu.
A enfermeira que tinha a chave do local onde eram guardados os equipamentos da ambulância estava em Jaguari, mas conforme o prefeito Júlio Ruivo, isso não teria atrasado a viagem, já que a ambulância precisa de duas horas para recarregar os aparelhos. O prefeito ainda lamenta que a vaga em Cruz Alta só foi conseguida no sábado.
Ruivo ainda lamentou que alguns tentam jogar a culpa na prefeitura que apenas ajudou numa questão que é obrigação do Estado. Essa ambulância (UTI) da prefeitura serve como uma ambulância normal, pois não tem médico especializado para atuar nela.
(foto: blogue de Rafael Nemitz – que foi o primeiro a divulgar esse fato). Ele deixa esposa e dois filhos.