(J.Lemes)
Antigamente quando um jornalista chegava numa cidade, logo algum jagunço batia nele. Cansado de bater sem saber por que, um dos jagunços perguntou ao coronel o que, afinal, o jornalista havia lhe feito. O coronel, de pronto respondeu: “É pra não fazer!”.
Ainda hoje, sempre tem alguém dizendo que Santiago é “terra dos coronéis” que andam e desmandam em tudo. Parem com essa asneira! Isso já se foi e faz tempo. Se queremos falar mal das coisas, vamos ser menos genéricos. Vamos canalizar fatos ou estaremos apenas justificando nossos fracassos.
É bom dizer que alguma opressão sobre o mais fraco é inerente da natureza humana e não é ‘privilégio’ só de Santiago. Nós mesmos, daqui do Expresso; dia destes fizemos uma ampla cobertura sobre abuso de preço dos combustíveis. O valor baixou, mas alguns donos de postos também nos baixaram a lenha e até nos perseguem de alguma forma. Sempre é assim. Quando alguém diz que estamos errados, o mais fácil é ficarmos brabos com quem falou do que olhar pro nosso umbigo.
Agora, essa história de viver dizendo que Santiago é Pedro ou Paulo quem manda e que nossa cidade é a pior do mundo já se viu que não cola mais. Chega de fatalismos! Todos somos livres e se alguém sofrer algo, que procure seus direitos, que venha ao jornal. Só nos tragam consistência porque nosso serviço não é cassar bruxas. Se estão desgostosos com algo, resolvam cada um seus dilemas.


