(por João Lemes)
Hoje o Rio Grande deu mais um grito de liberdade para marcar o dia 20, data histórica para quem teve antepassado que pelou na Revolução Farroupilha. Sabe-se que o nosso Estado foi o mais sangrento. Quase nunca ficava fora de uma boa peleia, seja com os de outras pátrias, seja nas guerras civis.
Muitos criticaram dizendo que o gaúcho é de uma “bagualeza” total. Outros apoiaram as batalhas em nome da vontade de sair das garras do poder lá de cima que achatava a todos. E há os que dizem até hoje que as guerras e revoluções eram sempre travadas pela burguesia, mas quem lutava e morria eram os pobres: negros, índios, mestiços e camponeses.
Mal ou bem, ricos e pobres formaram o povo deste torrão e deram origem às atuais gerações. O que importa é que tenhamos aprendido com o passado e nos dado conta de que a luta hoje é mais democrática, com a caneta no lugar da lança; com as ideias em vez de gritos e com a alma lavada com o chimarrão em vez de sangue de irmão.
Neste imenso chão, de tanta fartura, tem para todos os irmãos, basta que ensinemos a todos o valor do trabalho, do caráter, da amizade e do amor. Basta que tenhamos algo melhor que a simples aceitação das diferenças. Basta que tenhamos algo chamado respeito, esse sim deve ser o símbolo do gaúcho e deve servir de modelo a toda terra.
Mano Lima, o nosso filósofo campeiro já disse:
“Foi aqui que começou o esteio deste país. Nós gostamos de respeito porque temos história, cultura própria e um povo que sabe o que quer e para onde vai. Por isso, temos que defender as nossas coisas. O MTG tem que se preocupar com essas coisas e parar de se fresquear com cor de lenço e com as argolas do vestido da prenda.” (Cantor Mano Lima.)
Fotos de Éder Alves, jornal Expresso – Santiago – RS
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