(Por Helio Gurovitz – G1) Não dá para considerar o documento de 81 páginas apresentado ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato Jair Bolsonaro um programa de governo. Tem mais cara de carta de intenções ou declaração de princípios.
Mistura ideias corretas (o diagnóstico sobre a crise fiscal, a necessidade de reduzir o número de ministérios, a liberdade de imprensa e a independência do Judiciário), propostas pueris (ideias sobre educação, saúde ou política externa com assovios ideológicos em vez de análise embasada), outras comprovadamente erradas (a associação entre porte de armas e redução da violência) àquelas que podem simplesmente se revelar inexequíveis ou oníricas (redução da dívida pública em 20% ou adoção e cobrança de metas para alocações orçamentárias).
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