ARTIGO DO DIA
(por Denilson Cortes – jornal Expresso)
Estamos a três meses das eleições é já são possíveis algumas projeções. A primeira é que, desta vez, o pleito será marcado pelas abstenções e votos brancos e nulos. Um exemplo é a eleição suplementar ocorrida no Tocantins no início de junho. O governador Mauro Carlese (PHS) conseguiu 368 mil votos. Já a soma das abstenções, nulos e brancos ficou em 527 mil. E assim será em outubro em todo o Brasil, lembrando ao eleitor: mesmo que a soma dos brancos e nulos seja maior do que os válidos, a eleição não será anulada.
Existem beneficiados com um menor número de votos válidos? Sim, principalmente os que concorrem a deputado, já que o quociente eleitoral baixará. Bom para os candidatos de nossa região, que poderão chegar à Assembleia com menos votos. Na eleição de 2014, João Fischer elegeu-se deputado estadual pelo PP com 35 mil votos. Talvez em 2018 o partido consiga colocar algum representante que consiga entre 30 e 32 mil. O mesmo vale para o MDB, que elegeu Tiago Simon com 32 mil. Até os partidos menores levam vantagem para atingir o quociente, que em 2014 foi de 111 mil votos.



