Nunca a Prefeitura esteve tão em altas. Ruivo, Gomes, Fernando engenheiro e operários estão na crista. O desfile de máquinas e viaturas foi um monumento de progresso para o futuro da cidade. E agora, o prolongamento da Rua dos Poetas.
“Pobre rua esburacada
De Santiago, eu te saúdo.
Tu nunca disseste nada
Como se soubesses tudo.”
Essa quadrinha pertence ao livro “Agonia das Trevas”, escrito por mim em 1954, (há 57 anos); nem o prefeito nem o engenheiro haviam nascido, e eu já reclamava da polvadeira de minha rua de chão.
Polvadeira da rua e terra que tanto me orgulhava. Agora essa rua está recebendo benefícios, ficando mais bela e poética, até a esquina da Daví Canabarro: até o escritório do Dr. Andres, apenas uns 30 metros da frente de minha casa!…
Por que o prefeito não a alonga mais um pouquinho, até fazê-la completa, e faz a Rua dos Poetas terminar defronte minha casa?! Afinal, bom ou ruim, eu sou um munícipe “municipal” aposentado com o mínimo por essa prefeitura…
Estou puxando? Puxada por puxada, o seu Ruivo bem que poderia puxar também, dar uma puxadinha pro meu lado, “puxando” essa Rua mais uns metrinhos até a frente de minha casa, (uns 30 metrinhos apenas), nem que fosse só para arrumar minha calçada de apenas 10 metros e meu muro torto , (rebocá-lo), feito pela D. Ayda e Clóvis. Pintar eu mesmo pinto de cal, pois afinal fui pintor da Prefeitura, o quanto me orgulha ter sido pintor e poeta-barnabé. Hé! Hé! Hé!!!


