Tão logo a reportagem de que a pracinha de brinquedos estava dando choques, equipes da prefeitura e da AES Sul estiveram no local e constataram que está tudo bem. O brinquedo é de plástico e nele não há nenhum equipamento elétrico ligado. Além disso, durante o dia postes e iluminação ficam desligados, sem corrente.
O que pode estar acontecendo é semelhante ao choque que tomamos, as vezes, ao tocar no carro ou cumprimentar outra pessoa. O motorista (ou o passageiro) do veículo acumulam cargas elétricas devido ao atrito entre a roupa e o tecido do banco do veículo (o mesmo pode ocorrer com o escorregador da pracinha). Lembre-se que no processo de eletrização por atrito os corpos adquirem cargas de mesmo módulo, porém sinais opostos.
Assim, dependendo do material a pessoa pode, por exemplo, ficar com excesso de cargas negativas. Então, quando por algum motivo acumulamos cargas elétricas, acabaremos descarregando-as no primeiro material condutor que tocarmos. Às vezes isto acontece quando andamos descalços sobre o carpet e tomamos choque ao tocar em outra pessoa. O mesmo pode acontecer com as crianças depois de descerem em escorregadores de plástico. Tomam choque ao tocarem outras crianças ou ao encostarem nas grades metálicas.


