Veja sobre a linguagem popular do Nova Pauta, as casquinhas do corona, a política nacional, os empregos e outras peripécias

Linguagem dos pampas
(por João Lemes) Amigos e leitores deste site já notaram que nossa linguagem é bem regionalista. É um jeito bem-humorado de escrever. Vez por outro sai um termo “Serviço sem patrão” (malfeito); “Mas que baita loco” (desavença); “Que corra o mês por 30 dias” (folgado); “Mais sorte que juízo” (infração); “Atirado como chinelo em cancha de bocha” (de qualquer jeito); “Se enroscou na carteira” (furto); “Encontrou o padre bêbado” (Alguém que saiu do sério)…

Porteira fechada, porteira aberta
O candidato Jair Bolsonaro prometeu enterrar a velha política do “toma lá, dá cá”: seria a política da “porteira fechada”. Só que agora ele vem fechando acordos com o Centrão, os campeões do “toma lá, dá cá”. É a política da porteira aberta. (Crusoé)
Arquiinimigos
A revista mnostra que, fechados com Bolsonaro, os líderes do Centrão mantêm cargos em governos dos arquiinimigos do presidente, como João Doria, em São Paulo, e Wilson Witzel, do Rio.

Incongruência
Muitos que são contra o isolamento arrotam buraco. Porém, na hora em que alguém os convida a botar o peito n’água, me saem com esta: “Eu sou do grupo de risco”. O medo não é como a coragem.
Bolsonaro apaga fogo
Parece ser essa a sina do governo. Agora os aliados aconselharam o presidente a procurar o ministro Dias Toffoli (STF) para minimizar a declaração do ministro Abraham Weintraub, o qual falou que era preciso prender todos os ‘vagabundos do STF’. Ele teme que o episódio seja usado como justificativa para que o Judiciário imponha novas derrotas no curso da investigação.
Uma casquinha do corona
O que mais gerou comentários, além do tom da reunião, foi o fato de o tema mais agravante ter tido pouco espaço. Um dos ministros, inclusive, queria “aproveitar tranquilidade” com a atenção da imprensa à pandemia para emplacar novas normas nas questões ambientais.
Sobre o armamento
E mais: especialista dizem que tamanha vontade de armar a população não tem muito a ver com matar bandido, e sim, de manter as pessoas armadas para usar em caso de choque contra o sistema. O jornalista Reinaldo Azevedo foi um dos que comentou por esse viés. Alguém também declarou: “Os generais falam ao presidente que ele não precisa ser elegante todos os dias. Ele fala: eu tento, mas não consigo”.

Vende-se um banco
“Tem que vender essa porra logo.”, diz Paulo Guedes sobre Banco do Brasil
Durante a famosa reunião em abril. O ministro afirmou que o governo “não consegue fazer nada” com a instituição.
Nesta semana Bolsonaro justificou a imagem ruim do nosso país no exterior: É que imprensa mundial é de “esquerda”.

Piquenique organizado
Eis uma vista de um parque em São Francisco (EUA). A foto mostra as pessoas reunidas dentro de círculos pintados no chão para encorajar o distanciamento social. (JOSH EDELSON/AFP/CP)
Quer auxílio-gás?
Sites de notícias alertam que a mensagem falando em cadastro para receber auxílio-gás é baita mentira. O link compartilhado não tem relação com os sites oficiais do governo federal. Existe um projeto na Câmara, mas ele não foi apreciado.

Mágica nas empresas
Algumas empresas (que eu sei) já “acertaram” com funcionários para que estes abrissem mão de parte dos ganhos, evidentemente assinando os recibos. Aqui ninguém vai culpar alguma empresa por nada, visto que essa é a realidade geral. Como não há mágica, é hora de patrão e empregado acertarem as pontas para o bem de todos.



