Crime de Capão do Cipó: advogado contesta as versões apresentadas

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O advogado e comunicador Júlio Prates publicou um artigo sobre o assassinato do casal cipoense Alacir e Dete Dessoe (foto abaixo). Ele não acredita na versão apresentada para a morte do secretário e sua esposa. “Não estou criticando o excelente trabalho da Polícia Civil”, mas tenho dúvidas porque estive em Capão do Cipó e conversei com muitas pessoas”, diz ele. E vai além dizendo que a Polícia Civil deveria dar uma coletiva para a imprensa em vez de ficar largando coisas pingadas para este ou aquele.
Obs. Será que Prates está tentando dizer que certos políticos têm privilégios nas informações?

Advogado vai a fundo no caso
O escritório do advogado Júlio Prates assumiu o inventário da família e diz saber como as coisas eram conflitantes, pois era amigo da família. “Não acredito na tese do acaso. Seria fatalidade demais; o encontro dele e sua esposa com os marginais do açude, justo no dia em que a filha do casal não estava. Coincidência incrível! O sangue na casa e a casa fechada é outro ponto que não bate. O que aconteceu, afinal, que os corpos apareceram longe da casa? Os bandidos fecharam a casa com tanto zelo? Por que não levaram as joias?”, questiona o advogado. E prossegue:

Perguntas sem respostas
“Havia mais alguém na cena do crime? Mais bandidos? Quantos? Quem? Por que os presos até agora não delataram os demais envolvidos? Ou não houve mais alguém? Teriam mandantes? Alacir era um homem rude, muito forte, tinha muita força, era dado às lides rurais. Será que ele morreu assim banalmente pelas mãos de um fracote, portador de HIV?” Se foi morte por afogamento? A perícia vai indicar! Por outro lado, onde o corpo de Dete foi encontrado não havia vestígio de lutas. Tudo indica que ela foi desovada naquele local. Isso que dizer que alguém a carregou. E as marcas das pisadas no local barrento?

Quem telefonou 
para Alacir?
“Alacir estava no Passo do Tibúrcio, na propriedade dos Weimann, quando recebeu uma ligação e pronunciou, em tom angustiado, ‘já estou indo, já estou indo’. Quem ligou para ele e que ligação foi esta?”

Carro misterioso?
“As filmagens das câmeras da Agrofel indicavam que o carro de Alacir passou no local logo após as 18h. A pergunta: havia mesmo um carro seguindo o carro de Alacir? Independente disso, o fato é que ele foi atraído por esta ligação. De quem era essa ligação? Esta questão é chave!”

Criança viu tudo?
“E  o fato de a filha do casal não estar justamente no dia, será mera coincidência ou alguém sabia que ela não estava?  Por fim, uma criança de 4 anos, filha do casal assassino, presenciou tudo. Ouvida pela psicóloga (declino de citar o nome) teria contado o que viu, especialmente aspectos do crime em si”, argumenta o advogado.

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