
O coronavírus se espalha pelos morros e favelas administradas por gangues de traficantes de drogas, onde a polícia não ousa ir a não ser em ataques armados. A ausência de ajuda do estado levou à intensificação do trabalho das gangues. Nos mesmos locais onde antes vendiam drogas com armas em punho, traficantes agora também pressionam o toque de recolher, o distanciamento social e a distribuição de alimentos para necessitados.
“Tememos o vírus, não Bolsonaro”, disse Ronaldo, membro de uma gangue que, deu um nome falso. “Não podemos contar exatamente quantos já morreram. Os hospitais matam mais do que se você ficar em casa e se cuidar.” Quatro jovens descem de suas motos e começam a descarregar sacos plásticos de uma caminhonete. O primeiro pacote de compras vai para uma manicure desempregada. O segundo para uma vendedora ambulante. (CNN)



