
Lideranças do Centrão já são avisadas sobre saída de Weintraub do MEC. Ministro tem apoio dos filhos de Bolsonaro, por isso, é ensaiada uma ‘saída honrosa’, com a entrega de uma embaixada, por exemplo. Demissão seria forma de começar uma trégua com o STF, duramente atacado por Weintraub.
A jornalista Rosane de Olveira escreveu: “Weintraub arranjou uma briga diplomática com a China, mas perdeu as condições de continuar no cargo depois que participou de uma manifestação antidemocrática e reforçou os ataques aos ministros do Supremo. Repetiu o que dissera na reunião de 22 de abril, quando chamou os ministros de vagabundos”.
“Bolsonaro demorou a consumar a demissão para não ficar mal com os filhos e com a ala que segue a cartilha de Olavo de Carvalho, ex-astrólogo que se intitula filósofo e aplica o carimbo de comunista em tudo o que se mova do centro para a esquerda do espectro ideológico. Queria antes encontrar um cargo para acomodar Weintraub”.
Bolsonaro diz que é preciso ter ‘harmonia entre poderes’
Durante a posse de Fábio Faria nas Comunicações, o presidente defendeu a democracia e baixou o tom das declarações em relação aos últimos dias. Inclusive em relação à da manhã, em que disse que era hora de colocar tudo ‘no seu devido lugar’. A posse de Faria, do centrão, foi concorrida e estava lotada. Presidentes do STF, do STJ, da Câmara e do TCU estavam presentes.
Bolsonaro elogia governo da ditadura
Na cerimônia de lançamento do Plano Safra, o presidente disse que era necessário render elogios ao governo do general Emílio Médici, presidente no regime militar nos anos de 1970, por ter criado a Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura. Para o Plano Safra, o governo vai liberar 236,3 bilhões.



