
A compra do produto da Índia foi sem licitação e custou seis vezes mais que o valor pago pelo Ministério da Saúde no ano passado.
O medicamento defendido pelo presidente Bolsonaro para combater a pandemia, mesmo sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia, entrou na mira da Justiça. Uma investigação foi solicitada pelo Ministério Público para apurar se houve superfaturamento na compra de insumos para fabricação dos comprimidos de cloroquina pelo Exército.
O processo apura ainda a responsabilidade direta do presidente na decisão de aumentar a produção de cloroquina. A compra do produto da Índia, sem licitação, custou seis vezes mais que o valor pago pelo Ministério da Saúde no ano passado. Depois de ser finalizada no laboratório do Exército, a produção do comprimido aumentou 84 vezes nos últimos meses em relação ao mesmo período do ano passado.



