
Como a revista Crusoé revelou, os depósitos em cheque feitos por Fabrício Queiroz e sua mulher na conta de Michele Bolsonaro (primeira-dama) ocorreram entre 2011 e 2018. No período, o ex-assessor movimentou em suas contas volume de recursos incompatível com seu salário.
Os valores coincidem com o período da expansão imobiliária do clã Bolsonaro. Só no caso de Flávio Bolsonaro, o MP suspeita que o hoje senador tenha lavado mais de 2,3 milhões em imóveis e na compra de franquia da Kopenhagen.
A investigação atinge um total de 37 imóveis que estariam ligados ao senador, sua família e à empresa Bolsontini Chocolates e Café. São 14 apartamentos e 23 salas comerciais em Copacabana, Botafogo, Barra da Tijuca e Jacarepaguá.
Ministros preocupados
A notícia de que Fabrício Queiroz depositou 72 mil nas contas de Michelle Bolsonaro preocupou os ministros militares, apreensivos de um caso de corrupção atinja ainda mais a família presidencial. A participação de Flávio Bolsonaro já é um tema que causa grande constrangimento aos ministros desde o início do governo. Os ministros avaliam que a narrativa de que foram empréstimos, independentemente de ser verdade, é pouco factível.



