O policial militar Anderson Flores deixou o comentário abaixo, colaborando com uma postagem que escrevi ontem a noite, abordando o louco trânsito em Santiago…
Prezado Rafael,
Podemos dizer que, atualmente, os acidentes de trânsito tornaram-se questão de saúde pública e a tendência mostra que a educação para o trânsito está entre as principais armas na luta contra essa triste realidade.
Não basta sinalizar vias públicas ou colocar radares nas avenidas e rodovias, é preciso EDUCAR. É a educação para o trânsito a ação capaz de sensibilizar os cidadãos para a mudança de comportamentos arriscados. A educação enquanto ação preventiva constitui um instrumento de transformação da cultura no trânsito.
Ela deve estar fundamentada em valores relacionados ao nosso sistema de convivência e que envolvam o pensar e o agir de cada pessoa, respeitando sua liberdade. O trânsito é um campo fértil para se discutir a vida em sociedade, pois diariamente, os espaços urbanos reproduzem cenas que, de tão comuns, já se tornaram familiares a maior parte das pessoas. O curioso é que as cenas se repetem, mas as questões que elas provocam raramente são levadas em conta.
Enfim, as pessoas convivem em sociedade e precisam se perguntar, por mais difícil que seja a resposta: “Como devo agir perante os outros?”. É importante a reflexão sobre a nossa conduta e sobre a conduta dos outros apartir de valores e não de receitas prontas, este pode ser um bom caminho. No trânsito, como na vida, não existem verdades absolutas. E como na vida, é preciso estar preparado para aprender, mudar conceitos e evoluir.