
Os petistas vibraram; até outros muito contrários ao bolsonarismo não esconderam uma pitada de alegria, mas…
(João Lemes) Ontem foi só o que os noticiários falaram: o ministro Edson Fachin (STF) anulou os julgamentos do ex-presidente Lula, inclusive aquele que o manteve preso por mais de ano.
O grande problema, que poucos estão vendo, é que jogamos fora todo o trabalho e milhões gastos nesses julgamentos. O desgaste maior foi para a Justiça e o país, ou seja, todos nós perdemos.
Agora muitos dizem que Lula é inocente. Bom, se falavam isso mesmo ele estando preso, imaginem agora que ele está apto a concorrer novamente.
Diante de tudo isso, é bom alertar ao leigo: ele não foi inocentado. Os julgamentos foram anulados porque a Justiça federal de Curitiba não era o foro apropriado para julgá-lo. Depois de cinco anos notaram isso.
O jornalista Daniel Scola (Zero Hora) lembrou: “Não dá para esquecer o sítio de Atibaia e o tríplex do Guarujá e as negociatas com as maiores empreiteiras brasileiras. Sim, houve os favores. Léo Pinheiro, da OAS, contou. Marcelo Odebrecht, também. Há fotos de Lula no sítio com executivos de empreiteiras vistoriando as obras”.
Talvez tão culpado quanto o Lula seja quem o julgou. O senhor Sergio Moro fez o que fez, depois se achou no direito de ser político. Ainda por cima, cai na tal vaza-jato, em que suas conversas viraram públicas e não são as mais santas.
Teria o ministro Edson Fachin salvado os dedos e perdido os anéis? Teria ele feito isso para evitar um desgaste maior ao judiciário?
Só para lembrar: o julgamento de Lula seguirá e o novo juiz (agora de Brasília) poderá usar os mesmos processos, as mesmas provas ou recomeçar tudo. Até lá, o Lula pode fazer o que quiser, até mesmo concorrer e acirrar os ânimos ainda mais no pior momento brasileiro. Em meio a essa onda de vírus e brigas políticas, o mais difícil é falara do nosso futuro.




Agora neste momento crítico que estamos vivendo a justiça deveria ser um pilar, visto a teórica formação de seus quadros, porém o que está sendo revelado e um total jogo de interesse, estamos em uma terra sem lei.