Um motorista foi preso em flagrante após atropelar duas crianças e matar uma delas, que tinha 8 anos. A sobrevivente foi encaminhada a Porto Alegre e ficou sob os cuidados de especialistas em casos de maior complexidade. A criança teve traumatismo craniano e o estado de saúde é grave.

O promotor Luiz Antônio Barbará Dias foi entrevistado no Jornal da Líder, onde comentou sobre o trágico caso de atropelamento que resultou na morte de uma menina de oito anos e deixou outra gravemente ferida.
Barbará destacou o impacto do caso na comunidade, classificando o acidente como um crime e não uma fatalidade. Segundo ele, o motorista do veículo estava alcoolizado no momento do atropelamento, o que agravou ainda mais a situação. “Não foi uma fatalidade e sim um crime, um assassinato porque um carro é uma arma”, afirmou o promotor.
A sobrevivente foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até um pronto-socorro. Após, foi transferida ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde ficará sob os cuidados de traumatologistas especialistas em casos de maior complexidade. A criança teve traumatismo craniano e o estado de saúde é grave, segundo a prefeitura de Uruguaiana.
Em resposta à gravidade do ocorrido, a Justiça determinou a prisão preventiva do acusado, atendendo ao clamor público. Barbará Dias defendeu que o caso seja tratado como um homicídio qualificado, crime hediondo, sem possibilidade de progressão de pena, devido ao descaso do motorista com a vida humana. “O autor fez descaso da vida humana, na situação em que se encontrava”, concluiu o promotor.
O caso segue gerando comoção em Uruguaiana, reforçando a necessidade de ações rigorosas contra crimes de trânsito como este.
Texto: Luis Alberto Goulart
Foto: Kelly Rolim
Rádio Líder FM/99.9 – Diário da Fronteira
Uruguaiana/RS


