Estado – RS – O tempo no estado pode mudar bem antes do que o povo estava esperando por conta do El Niño. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos aumentou a chance de o fenômeno se consolidar entre maio e julho, subindo a probabilidade de 61% para 82%. Com o aquecimento do Oceano Pacífico em uma velocidade acima do normal, a chuva forte que costuma acompanhar o sistema deve ser antecipada em solo gaúcho.
Aquecimento acelerado no mar
A meteorologista Cátia Valente, da Climatempo, explicou que o processo está muito rápido e que o fenômeno deve estar formado já entre o final de maio e o começo de junho. Abaixo da superfície da água, os termômetros chegaram a marcar 6°C além da média histórica em alguns pontos. Essa dinheirama de calor guardada nas profundezas é o que vai sustentar o oceano aquecido e mexer com o clima nos próximos meses.
Risco de evento muito forte
Os números da nova análise mostram que o risco de o El Niño ser de forte intensidade no final do ano subiu. A chance de termos um evento considerado muito forte pulou de 25% para 37%. Se somarmos as chances de um impacto forte ou muito forte para o período entre novembro deste ano e janeiro de 2027, o índice combinado atinge 67%, o que acende o sinal de alerta para temporais e queda de granizo.
Preparação e cautela
Apesar dos avisos, os especialistas pedem calma e explicam que uma chuvarada forte não significa que a enchente de dois anos atrás vai acontecer de novo. A meteorologista Natália Pereira lembrou que ainda é preciso acompanhar o comportamento do mar nos próximos dois meses para ter certeza sobre o tamanho do impacto. O cenário exige que as prefeituras atualizem seus planos de ajuda para proteger os moradores. Como diz o ditado, “seguro morreu de velho”, e o gaúcho vai precisar ficar atento aos boletins.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH e Climatempo ⛈️
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