O sargento Luis Marcos dos Reis, membro da equipe de ajudantes de ordens do ex-presidente Bolsonaro, foi identificado em movimentações financeiras suspeitas. Entre fevereiro do ano passado e maio deste ano, ele movimentou cerca de 3 milhões e meio em suas contas, apesar de sua renda mensal ser de 13 mil e 300. Parte foi repassada para o tenente-coronel Mauro Cid, seu superior e principal auxiliar de Bolsonaro.
- Os dois militares juntos movimentaram mais de R$ 7 milhões em transações financeiras atípicas, que foram comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As movimentações de dinheiro de Reis para Cid levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, visto que eram incompatíveis com a renda declarada do sargento.
Reis recebeu grande parte do dinheiro, cerca de R$ 1, milhãoe meio em uma conta bancária, sendo parte desses recursos provenientes de 105 transferências via Pix. Durante o mesmo período, saíram de sua conta R$ 1 milhão e 400 mil, principalmente em transferências bancárias. Também foi mencionado no relatório do Coaf que o sargento teve 11 transferências bancárias devolvidas no total de R$ 550 mil.
O sargento Reis participou de atos em Brasília que resultaram em depredações de prédios públicos, como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, em janeiro.
Reis foi preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de emissão de comprovantes falsos de vacinação contra a covid. Ele teria pedido a seu sobrinho, um médico chamado Farley Vinicius Alcântara, para preencher e carimbar um desses cartões falsos em nome da esposa de Cid.
Esquema para vender joias e relógios que Bolsonaro ganhou
Além disso, investigações revelaram que Cid e pessoas próximas a ele montaram um esquema para vender no exterior joias e relógios que Bolsonaro havia recebido como presidente, os quais deveriam ter sido destinados ao acervo da União. Dois relógios foram vendidos por Cid por US$ 68 mil, e outros presentes foram leiloados nos Estados Unidos.
A Polícia Federal diz ainda, com base em provas como conversas trocadas por meio de WhatsApp, que Cid e seu pai, o general Mauro Lourena Cid, trouxeram dinheiro do exterior, obtido com a venda dessas joias, que foi transferido pessoalmente para Bolsonaro.
GZH