Na vastidão obscura da psique humana, há um canto sombrio onde mora a burrice coletiva. É ali que se encontram os terrores mais insondáveis, os absurdos que as pessoas cometem quando se fundem em grupos, em uma dança grotesca e desprovida de razão.
O Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo foram palco de uma orgia de violência e destruição. Fachadas pichadas, móveis despedaçados, obras de arte rasgadas…
Foi uma exibição macabra do efeito manada, essa força que se apodera das mentes quando agrupadas. Como um bando enlouquecido, cheios de descontentamento e indignação, lançaram-se contra o coração pulsante da nossa nação. E o que restou? Um cenário de desolação, uma paisagem desfigurada pela selvageria.
- Entendamos, porém, que esse evento macabro não surgiu do nada. Há semanas, as redes sociais fervilhavam com a indignação de apoiadores do ex-presidente, questionando os resultados de outubro de 2022. O sentimento de descontentamento e desconfiança alimentava-se a cada post, a cada compartilhamento. Uma massa em ebulição, pronta para a explosão.
Naquele fatídico dia, uma centena de pessoas marchou em direção ao Congresso. No entanto, a sanha descontrolada desencadeou um turbilhão de violência que nem a força policial pôde conter. Bombas, gás lacrimogêneo, cavalos e escudos, nada foi suficiente para conter a maré de destruição.
Esse evento é um lembrete amargo de como a burrice coletiva pode se sobrepor à razão e à sensatez. É um espelho grotesco que nos mostra até que ponto a horda humana pode chegar quando se deixa levar pelo ódio e pela desinformação.
Diante desses horrores, cabe-nos refletir. Cabe-nos lembrar que a força de uma nação reside na sua capacidade de unir-se pelo bem comum. Que a memória deste dia trágico nos sirva como farol, iluminando o caminho para um futuro onde a razão prevaleça sobre a burrice coletiva.




